EUA devem controlar vendas de petróleo da Venezuela por tempo indeterminado, diz jornal

  • 07/01/2026
(Foto: Reprodução)
Trump afirma que Venezuela vai entregar até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que o país pretende manter um controle significativo sobre a indústria petrolífera da Venezuela, incluindo a supervisão da venda da produção “indefinidamente”, informou o "The New York Times" nesta quarta-feira (7). “Daqui para frente, venderemos a produção proveniente da Venezuela para o mercado”, disse Wright durante uma conferência de energia do Goldman Sachs, realizada perto de Miami. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As declarações ocorrem após o presidente Donald Trump ter afirmado, na noite de terça-feira, que a Venezuela entregaria em breve dezenas de milhões de barris de petróleo aos EUA. Segundo o republicano, o país sul-americano enviaria entre 30 milhões e 50 milhões de barris aos EUA — o equivalente a até dois meses de produção diária — e os lucros dessas vendas seriam controlados pelo governo americano, conforme publicação nas redes sociais. 🔎 A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA). Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como a Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e o Irã (209 bilhões). Conversas e colaborações Ainda de acordo com o "The New York TImes", Wright disse que o governo Trump mantém um “diálogo ativo” com a liderança venezuelana e com grandes companhias petrolíferas americanas que atuam no país. O secretário também corroborou estimativas externas segundo as quais a Venezuela poderia elevar a produção de petróleo em várias centenas de milhares de barris por dia em um curto período. LEIA TAMBÉM PDVSA sob pressão: como fica a petroleira estatal com a ofensiva dos EUA na Venezuela? Ele ponderou, no entanto, que aumentos mais expressivos acima dos níveis atuais, em torno de 1 milhão de barris diários (veja no gráfico abaixo), exigiriam mais tempo, mesmo com eventual disposição das companhias internacionais em ampliar investimentos. “Para voltar aos níveis históricos de produção, são necessários dezenas de bilhões de dólares e um tempo considerável”, afirmou Wright. “Mas por que não?” Interesse dos EUA No sábado, logo após a prisão de Maduro, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela para a atuação de grandes companhias dos EUA. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera, que está em péssimo estado, e começar a gerar lucro para o país”, declarou. As refinarias americanas na Costa do Golfo conseguem processar os tipos pesados de petróleo da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, as companhias importavam cerca de 500 mil barris por dia. Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente — cerca de 1 milhão de barris por dia — devido às sanções e a problemas de infraestrutura. Segundo Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management, aumentar essa produção, como pretende Trump, não será um processo rápido, pois exige investimentos elevados e pode levar anos. Equipamentos com logo da PDVSA, empresa estatal venezuelana de produção de petróleo, em imagem registrada em Lagunillas, Venezuela. Isaac Urrutia/Reuters/Foto de arquivo

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/01/07/secretario-de-energia-dos-eua-afirma-que-pais-controlara-as-vendas-de-petroleo-da-venezuela-indefinidamente.ghtml


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